16 abril 2012

Como Peixe na Água

O meu primeiro dia de natação foi como seria de esperar: dificil.

Ambiente novo com professor novo e com miudos novos = vergonha e medo = agarranço às pernas da mamã = choro = não querer ir para a água = metade da aula sentada na beira da piscina apenas a molhar os pés.

O que me valeu foi o professor já ser um expert nestas coisas e devagarinho foi ganhando a minha confiança. 30 minutos depois lá ganhei coragem, dei-lhe a mão e entrei na piscina. No minuto a seguir o reino aquático já era meu!!! E prometi aos papás que na próxima aula não ia ter medo do chuveiro, nem da piscina, nem vergonha de ir para água.

E assim foi. Na aula seguinte corri para o professor, tirei os chinelos numa sofrega rapidez, ansiosa para ir para a água e aprender a nadar! Que visão maravilhosa para os papás, uma verdadeira sereia de palmo e meio com o seu fato de banho rosa exibindo rechonchudas coxinhas e um sorriso de felicidade por estar na água a brincar, sem medos nem desconfiança.
Comigo foi sempre assim: primeiro estranha-se, depois entranha-se. E do alto dos meus 3 anos digo a alto e bom som: já não tenho medo da piscina!

13 abril 2012

O que é a comida?

O que é a comida? / O que vai ser a comida? / O que é a comida hoje? / Qual é a comida? / A comida, o que é?

Esta questão é pertinente, não acham? Assim que saio da escola às 17H30 quero que os papás me informem sobre o que vou jantar. Porquê receber esta informação só quando me sento à mesa e depois de deglutir a sopa, se posso saber com alguma antecedência o que se vai seguir à mesma? Sinceramente, não vejo mal nenhum nisso... E detesto quando a mamã ou o papá me respondem Não sei, não sou eu que vou fazer o jantar! Epá, fico possessa!!!! Não sabes mas devias, não é?! Ou então quando atiram respostas vagas só para me despachar (vulgo calar), do género Vai ser massa... Massa?! Massa com quê, caracóis, parafusos?!? Sejam objetivos e respondam à pergunta, por favor!

E para eu não parecer "A melga", a mana também já vai questionando os papás sobre o que se seguirá à sopa, é para perceberem que para nós, certos assuntos são essenciais...

12 abril 2012

O Real ainda no Abstrato

Já fui visto em ecografias a 3 dimensões e relembro a minha presença na barriga da mamã pelo menos uma vez por dia. E até fui brindado com um nome e apelido.

Mas não percebo porque é que algumas vezes a mamã refere-se a mim como "o bebé" e outras vezes utiliza o meu nome... Umas vezes esquece-se do meu nome e por isso chama-me "o bebé" e noutras já a amnésia se foi e portanto já sou "o P."?!?

Porventura poderão estar a pensar: epá! ainda não estás cá fora e já fazes perguntas dificeis! Pois, pelos vistos os membros deste Gang manifestam estas características desde muito cedo e não quero ficar atrás das minhas irmãs!

Será porque, embora eu seja sentido fisicamente, a mamã ainda não teve a oportunidade de me ter nos seus braços? Será porque a felicidade e a ansiedade pela minha vinda é tão forte que se me tratar pelo nome, a espera torna-se mais dificil? Será porque a mamã quer tanto que tudo corra bem, que receia agoirar tudo se me tratar pelo meu nome? Não sei, não possuo a menor ideia do que se passa no cérebro da mamã (já ouvi as manas comentarem que os adultos são algo estranhos e têm a tendência para ligar o complicador...), por isso mamã, mal eu esteja cá fora prepara-te para me dares uma boa explicação!

11 abril 2012

Workshop "O Coaching ao Serviço da Parentalidade"

Nos passados dias 24 e 31 de Março decorreu no meu infantário um workshop dinamizado pela minha mamã, dedicado ao tema "Coaching ao Serviço da Parentalidade". Só tenho 3 anos e não faço a minima ideia do que é o Coaching nem o que significa a palavra Parentalidade, mas segundo a mamã, o workshop correu muito bem, os participantes gostaram e sairam de lá com ferramentas importantes que os vão ajudar a serem ainda melhores pais e por isso a mamã e a diretora do infantário ficaram muito satisfeitas. Ok, acredito. Mas continuo sem saber o que é Coaching e Parentalidade. Expliquem-me lá isso como se eu tivesse apenas 2 anos...

RIMAPE

É oficial e já está nas lojas: RIMAPE é o novo nome do Gang, seguindo a lógica das alterações anteriores. Nada de inovador e criativo (também não era isso que se pretendia...) mas refletor da identidade dos elementos essenciais deste Gang.

Pretensioso e algo exuberante dedicar inteiramente um post apenas à mudança de nome do Gang? Talvez... mas nós merecemos! ;)

13 março 2012

Mudança de titulo, mudança no Gang

Meus caros amigos e amigas,

Serve o presente para informar que, dentro em breve, o titulo deste blog mudará. É que dentro de aproximadamente 20 semanas um novo elemento entrará para o clube restrito do Gang, o bebé P., e portanto Rima sofrerá a natural evolução nominativa. E dentro em breve, teremos novas e aliciantes peripécias para contar, com o bebé P. como personagem principal!

Quem diria que um pequenote com ainda apenas 434 grs e que ainda nem sequer vimos ao vivo, já consegue tal proeza?! Filho de Gang é mesmo assim!...

07 março 2012

Eu também demonstro Zelo Extremoso de Filha!

Não é só a minha mana mais nova que sabe testar as variadas capacidades dos papás. Aliás, para além de testar as capacidades mentais da mamã, ela também testa as capacidades fisicas dos papás (quando pede colo, colo e mais colo - já é miuda para pesar 16 quilos), a sua resiliência (quando experimenta contrariar as regras vezes sem conta antes de lhe ser aplicado um castigo) e a capacidade de resistir a dar-lhe muitos e muitos beijos (porque quando ela quer derrete sem piedade os corações dos papás com o sorriso maroto que faz e os abraços que dá, que quase sufocam os papás...).

Mas eu também estou de serviço! Os papás não podem ficar sem vigia permanente e portanto eu também aplico as minhas armas secretas para confirmar que tudo está bem no reino cerebral dos meus pais. A minha última missão foi executada à pouco tempo e aqui vos deixo a transcrição - vejam e aprendam:

Numa manhã bem cedo, estavamos todos dentro do carro a caminho do emprego do papá e da escola e, sem qualquer aviso, atiro com esta:

R: Papá, porque é que te apaixonaste pela mamã? (Tau!! assim do nada, sem qualquer hipótese de preparação prévia!)

Papá: Hã... huummm... hã...

R: Então papá, responde lá à pergunta! (colocá-lo sob pressão, ver como reage sob intenso stress, eheheheh...)

Papá: Bem... filha, eu apaixonei-me pela mamã pelas suas qualidades e porque a achei bonita e simpática.

R: Só isso?!? E mais nada? (levá-lo ao limite, ver se "quebra"...)

Papá: Quando conheceu a mamã, o papá gostou logo dela porque era bonita e era bondosa e simpática. Depois com o tempo foi conhecendo melhor a mamã e casou com ela e formamos uma familia.

R: Humm, está bem. (Vou deixar-te respirar. Gostei da forma como te comportaste, estiveste à altura. Tudo está bem contigo...)

Simples mas eficaz, não? Mas nada de relaxar, porque a vigilância tem de estar sempre afinada. Num qualquer dia, quando menos esperarem, entrarei novamente em ação. Me aguardem, papás!