12 fevereiro 2016

Não há paciência!

Créditos: davieslocker.wapgroups.com

Fraldufa, fraldufinha, pézufo, pezufinho... a sério?!?!? Quantas mais palavras irritantemente fofinhas uma criança pode aguentar ouvir?!?

Chega mamã, já vou a caminho dos 4 anos, não me envergonhes mais!

11 fevereiro 2016

A maior invenção deste e do outro século!

Esqueçam os foguetões da ida à Lua, o teflon ou a internet! O grelhador portátil é A MAIOR INVENÇÃO DE TODOS OS TEMPOS!!!

Ponham os olhinhos neste beleza:

Devia ser a 8ª maravilha do mundo: o Grelhador Portátil! Mede cerca de 30x20 cm, custa só 395 kwanzas (cerca de 2,30€), vem já com o carvão em quantidade suficiente e depois de se usar deita-se fora (ok, esta parte não é tão boa por causa do ambiente, mas ainda assim...).

Agora, sempre que nos preparamos para passar o dia na praia, um exemplar deste menino vem connosco! A mamã prepara uma salada, normalmente de milho, cenoura ralada e massa cozida, que mete na geleira juntamente com as salsichas frescas, e up we go to the beach!

Depois de uns valentes mergulhos e alguns castelos feitos na areia, a verdadeira emoção instala-se quando chega o momento do papá acender as brasas desta pequena maravilha! Normalmente imploro -lhe que me deixe assumir o controlo dos grelhados por algum tempo, porque realmente é demais estar na praia, com um sol maravilhoso, o mar mesmo ali ao lado e cheirar o aroma de um grelhado! Faz-nos regressar ao tempo das cavernas, sei lá!

E nestas alturas a mamã fala no meu padrinho. Ele ia ser tão feliz se pudesse estar naquele preciso momento connosco, a grelhar carne, no meio do areal... como o papá, o meu padrinho adora um bom grelhado! E este não é bom porque a carne é um filet mignon ou coisa do género. É mesmo pela envolvência do local e do facto de tudo saber bem quando estamos relaxados e a divertir-nos.

Pequenos pormenores que compõem a delicia de uma vida...

02 fevereiro 2016

O primeiro dia de escola


Ontem iniciou o ano lectivo para as crianças do Gang do Rimape. Depois do término das aulas em Portugal em Junho de 2015 e 6 meses de férias depois, finalmente regressamos à escola, agora em Luanda.

Confesso que estava ansiosa por regressar à rotina das aulas, com a mais-valia de ir para uma escola nova, num país novo, com possibilidade de conhecer outras pessoas e fazer novas amizades. 

Estava também ansiosa pelo regresso às aulas porque já não aguentava mais a chata da minha irmã mais nova sempre atrás de mim! Foram muitas semanas a querer fazer as minhas coisas sossegada e a ter o bafo dela sempre em cima de mim e a papaguear: "quero brincar contigo", "porque é que não brincas comigo?", "o que estás a fazer?", "posso fazer contigo?", "onde é que vais?", "estou mesmo atrás de ti!", "o que estás a pintar? Também quero pintar um igual!", "o que estás a construir? Também vou fazer igual!", "deixa-me estar contigo", "deixa-me estar no teu quarto", "deixa-me sentar ao teu lado"... GRRR!!!!! 

E em que é que normalmente a minha vontade de estar sozinha e a vontade da minha irmã em estar sempre comigo resultava? Berros. Meus para ela para ver se me deixava em paz, dela para mim para me obrigar a ceder e da mamã para ambas para nos comportarmos como irmãs civilizadas e amigas. 
(mas mamã, estava a ser tão difícil conseguir isso...)

Portanto, na escola consigo estar sem a minha "sombra" umas boas 8 horas diárias. IUPIIIII!!!! Ufa, já dá para respirar fundo... 
(fica tranquila mamã, eu gosto muito da minha irmã e ai de quem lhe queira fazer mal que eu viro Hulk no feminino. Mas é bom ter um descanso dela... tu compreendes, certo? Compreendes pois...)

E só para a chalaça:

30 janeiro 2016

Amendoins e Códigos

Créditos: www.movenoticias.com

Desde que chegamos a Luanda, um dos snacks pré-jantar preferidos dos papás é o amendoim com sal ou picante. Devoram uma taça deles enquanto bebericam qualquer coisa alcoólica e preparam o jantar. Por esta ordem.

Um destes dias apeteceu-me provar. Estava uma taça deles na mesa e a mamã e o papá iam tirando um a um e comendo com tanta satisfação que eu decidi tirar um para o meu prato para provar. Como era uma estreia para mim, a mamã logo incentivou-me "come lá P., é muito bom, vais gostar!" Eu olhei para aquela semente e achei-a tão esquisita. Lá peguei num amendoim... ia comê-lo... estava a abrir a boca... a mamã e o papá estavam a olhar para mim com olhar expectante... estava quase a metê-lo na boca... mas pousei-o no prato outra vez. Não é desta que vou provar amendoim.

Numa ultima tentativa de me convencer, embora pouco convincente (eu notei a derrota no seu tom de voz. É verdade mamã!), a mamã ainda disse "não sabes o que estás a perder P., é mesmo bom, prova lá". Mas nada. Ainda não está na altura de provar.

Eis que, em tom de desabafo, a mamã sai-se com esta: "Ai ai filho... quando provares isso e com cerveja, não vais querer outra coisa!"

Espera aí! Eu ouvi bem?! Incentivo ao consumo de álcool dirigido a uma criança de 3 anos?! Mas tu passaste-te?!

Nem sei o que pensar... Uma mãe a dizer ao filho pequenino para provar álcool. Ou é algum tipo de código que só os adultos percebem?

(sim filho, é um... "tipo de código"...)

29 janeiro 2016

Aviões e moscas!

Créditos: desciclopedia.org

Não compreendo o fascínio e motivo para tanta exaltação quando o meu irmão ouve um avião a passar no céu e quando vê uma mosca pousar no chão ou em outro lado próximo dele.

Quando ouve um avião vai logo a correr casa fora até ao pátio, para o ver a passar no céu. Alguns passam mesmo baixinho e o barulho é bastante forte, mas isso é razão para tanta euforia?! 

Ok, certo: moramos perto do aeroporto e por isso passam no mínimo dois aviões por dia por cima de nossa casa. 
Ok, certo: porque estamos em Angola, porque estamos em Luanda, vemos passar aviões de carga, de passageiros, helicópteros do exército e helicópteros de patrulha.
Ok, certo: é algo novo e divertido.

Mas ao fim de 4 meses cá e muitos aviões e helicópteros depois, é como se ele ouvisse e visse pela primeira vez... não compreendo mesmo. 

E as moscas? Corre logo atrás da mamã sempre que vê uma próxima de si. E fica a olhar para ela. Portanto não tem medo, apenas curiosidade. Estranho...

Ok, certo, tenho de aceitar: são lá coisas dele...

28 janeiro 2016

Blá Blá Blá

Falar na terceira pessoa. Quando somos pequeninos tem piada. E é uma forma de percebermos qual é o nosso nome e o nome de quem nos rodeia. "P., a mamã vai agora dar-te a comidinha, está bem?"; "A mamã não quer que faças isso, P.!"; "A mana vai ajudar-te a subir as escadas."; "O P. é um menino tão lindo!"; "A M. vai buscar um copo de água para o P., está bem?".

Mas agora, comigo a caminho dos 4 anos, sinceramente é uma valente confusão! Porque a mamã já não fala de si para mim na terceira pessoa - só às vezes, porque se esquece e volta ao velho hábito. 

Corrigem-me, mas ainda falo em mim na terceira pessoa (por favor! dêem-me um desconto, foram muitos anos a ouvir toda a gente a falar assim), ao mesmo tempo que ouço a mamã e as manas a fazer exactamente o mesmo. 

Sou chamado à atenção, as manas são chamadas à atenção. Só a mãe é que não é chamada à atenção. Porquê?! Hã, ok... porque é a mãe...

(mania de ser superior...)

13 janeiro 2016

Tortura, é o que é


Mandem-me para a escola. Já! Quanta mais falta de hora para acordar e brincadeira na piscina temos de aguentar?!? Tortura, tortura é o que é. 

Pais, vocês são mesmo maus...